
Nas últimas semanas, o três deputados do “PDT da oposição”, Antônio Henrique, Cláudio Pinho e Queiroz Filho, concentraram esforços para mostrar os feitos positivos da gestão do prefeito Sarto e deixaram um pouco de lado as críticas à gestão do governador Elmano de Freitas. O papel de fazer o contraponto entre as duas administrações coube ao bolsonarista Sargento Reginauro (UB), que através de apartes apontava onde o Governo do Estado estava errando.
Na sessão plenária desta terça-feira (13), porém, a atuação dos pedetistas voltou a ser de confronto com a gestão petista e focaram, principalmente, em uma das áreas ainda sensíveis do Governo: a saúde. O deputado Cláudio Pinho (PDT) questionou o fechamento de leitos no Hospital Regional do Sertão Central, em Quixeramobim, e cobrou a ampliação do funcionamento da unidade.
De acordo com ele, denúncias apontam que parte dos leitos do equipamento de saúde estariam sendo fechados, o que poderia afetar, inclusive, o funcionamento de hospitais públicos de Fortaleza. Atualmente, o Hospital do Sertão Central possui dez leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal, 16 de unidade de cuidados intermediários, e quatro cangurus, mas sofreram redução, segundo ele.
“Isso me preocupa, e sei que não só a mim, mas a essa Casa e a todo o Estado do Ceará. Precisamos fazer com que o hospital funcione em sua plenitude”, defendeu. Ele questionou a redução das verbas para custeio das atividades hospitalares. “Como é que com R$ 1 milhão a menos, o hospital vai conseguir funcionar e fazer um bom trabalho? Essa Casa deve e precisa se movimentar para corrigir essa realidade”.
Queiroz Filho (PDT) afirmou faltar clareza sobre o programa de redução da fila de cirurgias no Ceará prometido pelo governador Elmano de Freitas. Segundo disse, é necessário urgência por parte do Governo do Estado para o funcionamento das unidades hospitalares e do programa de cirurgias para que haja redução da espera em todo o Ceará.
O deputado Antônio Henrique (PDT) disse que o hospital do Sertão Central teria a possibilidade de atender mais pessoas do que a capacidade atual, mas cabe ao Estado colocar o equipamento em pleno funcionamento. O parlamentar chamou atenção ainda para a repercussão na mídia local sobre a fila de espera por cirurgias no Ceará.
Alinhados com os pedetistas na oposição ao Governo do Estado, Felipe Mota (UB) e Sargento Reginauro (UB) também se posicionaram sobre o tema. O primeiro lamentou todo um cenário da saúde pública no Estado, enquanto que o outro chegou a dizer que o Hospital da Uece, ainda a ser concluído, pode vir a se tornar um “elefante branco”, visto a falta de recursos para mantê-lo.
Hospital
Coube a outro pedetista, o suplente de deputado Guilherme Bismarck fazer a defesa do Governo na disputa de narrativas sobre os equipamentos públicos de saúde. De acordo com ele, o Hospital da Uece ainda está em obras e a previsão do Governo do Estado é de aumentar o número de leitos do Hospital Regional do Vale do Jaguaribe. “Estive no Hospital do Vale do Jaguaribe, um hospital bellissimo, que está com 38% das obras concluidas, mas com promessa e acordo de R$ 130 milhões para abrir o hospital”.
Danniel Oliveira (MDB), que presidia a sessão ordinária, disse que o Hospital da Uece está com 95% das obras concluídas e logo será entregue para desafogar, principalmente, as cirurgias eletivas. “Acredito que teremos mais celeridade do que foi colocado, até por conta desse plano de cirurgias. Tenho certeza que andarão rapidamente e vamos reduzir muito, senão zerar as cirurgias no Estado do Ceará”.



