
Os ataques sofridos pela Ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, em audiência pública na Comissão de Infraestrutura do Senado Federal na tarde da última terça-feira (27) repercutiram entre os deputados da Assembleia Legislativa, durante sessão ordinária, nesta quarta-feira (28). A maioria dos parlamentares se posicionou em defesa da gestora, mas houve quem a criticasse.
O deputado De Assis Diniz (PT) se solidarizou com Marina Silva e ressaltou que a ministra abandonou uma audiência no Senado Federal após ser alvo de declarações consideradas ofensivas. “A ministra sofreu ataques misóginos que não podem ser naturalizados. Falas de que ela deveria ser enforcada são desrespeitosas. Marina Silva foi ultrajada, mas o Brasil respeita a trajetória dessa militante que é voz ativa no mundo todo sobre meio ambiente. Minha solidariedade à ministra”.
A deputada Larissa Gaspar (PT) afirmou que Marina foi “covardemente agredida”, e alvo de ataques misóginos. A parlamentar destacou que “o lugar de mulher é onde ela quiser e não é um político ou qualquer outra pessoa que vai dizer onde ela deve estar”. Líder do Governo, Guilherme Sampaio (PT) destacou que a frase “ponha-se em seu lugar”, dita pelo senador Marcos Rogério (PL-RO) contra a ministra, remete à violência e tratamento desigual.
Jô Farias (PT) afirmou que a ministra Marina Silva é uma mulher forte e com trajetória política respeitada. “As agressões acontecidas ontem contra a ministra não podem ser naturalizadas. Lamento profundamente todo o ocorrido e as falas machistas contra Marina Silva. Que essas agressões sirvam de estímulo e motivação para que a misoginia seja combatida”.
Já o deputado Alcides Fernandes (PL) destacou o fato de Marina ser evangélica e não defender princípios da religião. Segundo ele, a ministra é “uma desviada”, e ele não apertaria mão de “um crente desviado”. “Ela abandonou a audiência porque não aceitou ouvir de um senador que não é respeitada enquanto ministra. Não se pode mais dizer nada para uma mulher porque ela é uma mulher”, criticou o bolsonarista.
Apoio
Guilherme Bismarck (PSB) repudiou os ataques sofridos pela ministra durante audiência na Comissão de Infraestrutura do Senado. Para ele, o tratamento que a ministra recebeu não pode ser aceito. “Não podemos aceitar esse tipo de polarização midiática, lacradora, que estamos assistindo no Congresso. A ministra merece todo o nosso apoio e eu espero que, após esse triste episódio, a pauta ambiental seja cada vez mais fortalecida”.
Para Missias Dias (PT), o que está por trás dos ataques à Marina tem relação com projeto aprovado pelo Senado, que segundo ele só vai beneficiar aqueles que não têm qualquer compromisso com o meio ambiente.



