
A visita do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao Ceará, para participar de seminário de comunicação do Partido Liberal animou o líder da extrema-direita no Brasil. Além de conhecer novos quadros que podem fortalecer a bancada de oposição no pleito do próximo ano, Bolsonaro saiu animado de encontro que teve com o ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, que se desfilou do PDT para se dedicar ao trabalho como opositor à gestão petista no Estado.
De acordo com o deputado federal André Fernandes (PL-CE) foi dele a ideia de realizar um encontro entre o ex-presidente e o ex-prefeito, e que o resultado da reunião, que ele denominou de “paquera inicial”, foi satisfatório para ambas as partes. Jair Bolsonaro, apesar das divergências políticas com o ex-governador Ciro Gomes, hoje no PDT, também se animou com a possibilidade de união da oposição no Ceará, reunindo, principalmente, membros do PL, União Progressista e NOVO.
Apesar de ser o nome mais falado no Ceará, Roberto Cláudio ainda não é unanimidade no grupo, que também cita os nomes do deputado federal Moses Rodrigues, do prefeito de Juazeiro do Norte Gledson Araújo e do senador Eduardo Girão.
Em evento realizado na manhã desta sexta-feira (30), Bolsonaro fez um pronunciamento para seus admiradores tratando, principalmente, de uma suposta “perseguição” que ele e seus familiares estariam sofrendo por parte de algumas instituições. Enquanto ele, que está inelegível, corre o risco de ser preso, seu filho, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos, está sendo investigado e também pode sofrer sanções.
“Dói, como pai, ser afastado do seu filh. Ele não poderia estar aqui. Se estivesse aqui, não seria um passaporte, com toda certeza seria na prisão, porque aqueles que destacam, aqueles que mostram a verdade, aqueles que lutam com vocês, são os mais perseguidos”, disse o ex-presidente.
Ele também citou uma “ajuda de outro país lá do Norte” para vencer as adversidades que está enfrentando e teceu elogios ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Graças a Deus, a eleição do ano passado trouxe de volta à presidência Donald Trump nos Estados Unidos”.
Bolsonaro disse, ainda, que não teme as acusações feitas, mas quem vai julgá-lo. “Duvido que tenha um político mais perseguido do que eu na história do Brasil”, afirmou ele, destacando que “queriam colocar na minha conta a morte da Marielle Franco, a questão dos presentes sauditas, vacina, baleia, dezenas e dezenas de acusações”.
“Nós não tememos as acusações, o problema é quem vai nos julgar. Vocês conhecem hoje em dia, colaborei com vocês a mostrar o que é cada um dos poderes de Brasília, a mostrar nosso Brasil. A mostrar o que está em jogo”, afirmou o ex-presidente.
Durante o evento, a maioria dos pronunciamentos fez menção à possibilidade de candidatura de Bolsonaro a presidente em 2026, assim como ataques ao presidente Lula. Em dado momento, o presidente estadual do PL, o deputado Carmelo Neto, puxou o coro de “Lula, ladrão, seu lugar é na prisão”. Já a líder do partido na Assembleia Legislativa, a deputada Dra. Silvana, focou em um discurso mais religioso versando sobre a pauta de costumes e defesa do cristianismo.



