Suplentes ocupam espaços na Assembleia Legislativa e Câmara de Fortaleza, mas pouco contribuem

O ano que antecede o período eleitoral traz muitas oportunidades para eleitos e não-eleitos. É aquele momento em que titulares de cargos eletivos aproveitam para se licenciar, buscando uma maior proximidade com sua base eleitoral. Já para aqueles que aguardam uma oportunidade para se mostrar ao eleitorado, vale alguns meses assumindo o mandato.

E isso tem acontecido cada vez mais nas duas principais casas legislativas do Ceará: a Assembleia Legislativa e a Câmara Municipal de Fortaleza. Apesar da quantidade expressiva de suplentes nas casas, esses parlamentares pouco contribuem para o debate político local, muitas das vezes ficando ausentes da discussão política diária. Poucos são os projetos de relevância apresentados pelos substitutos nos últimos meses.

Para se ter uma ideia, no Legislativo Estadual ao menos 10 suplentes estão atuando na Casa nas vagas deixadas pelos titulares dos assentos. A partir de agosto, mais um deve se somar aos que lá já estão. Até meados de 2026, essa dinâmica continuará sendo realizada, visto o retorno de alguns licenciados, que precisarão se desincompatibilizar de seus cargos no Poder Executivo e a necessidade de manutenção de alguns quadros no Legislativo.

Na Assembleia Legislativa, o líder do Governo, Guilherme Sampaio, do PT, é um dos suplentes que assumiram vaga no lugar de titular que está no Governo do Estado. É de interesse do Poder Executivo mantê-lo na Casa até o fim da atual Legislatura, que se encerra no fim de dezembro de 2026.

Além dele, também estão atuando na Casa os suplentes Tin Gomes (PSB), Pedro Matos (Avante), Pedro Lobo (PT), Nizo Costa (PT), Kélvia Dias (PSD), Guilherme Bismarck (PSB), Gordim Araújo (PSDB), Antônio Granja (PSB) e Almir Bié (PP).

David Pro-Armas (PL) deve assumir mandato na Casa no início de agosto, na vaga deixada por Carmelo Neto (PL), que tirará licença para tratar de assuntos particulares, conforme informou o Departamento Legislativo.

Na Câmara Municipal de Fortaleza, por sua vez, que possui três cadeiras a menos que na Assembleia, totalizando 43 vagas, o número de suplentes no cargo são 12. No caso do Legislativo da Capital cearense, muitos titulares, e até aqueles que estão na suplencia, têm interesse de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa no próximo ano.

São suplentes em mandato na Câmara Municipal de Fortaleza Claudio Lima (Avante), Juninho Aquino (Avante), René Pessoa (União), Dr vicente (PT), Luiz Sérgio (PSB), Tam Oliveira (União), Estrela Barros (PSD), Marcelo Tchela (Avante), Tia Francisca (PSD), Igor Nogueira (Mobiliza), Raimundo Filho (PDT) e Tony Brito (PSD).

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