
A prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) motivou pronunciamentos no retorno dos trabalhos da Assembleia Legislativa, na manhã desta terça-feira (05). Enquanto governistas destacaram a importância da medida determinada pelo ministério Alexandre de Moraes, bolsonaristas fizeram críticas à ação do Supremo Tribunal Federal (STF).
O deputado Alcides Fernandes (PL) se disse “indignado” com a situação, destacando que a medida é “mais um capítulo vergonhoso da história do nosso País. É inaceitável o que está acontecendo no Brasil. Uma tentativa de apagar a história do maior presidente de todos os tempos”.
O parlamentar fez uma relação de feitos da gestão Bolsonaro, como a geração de emprego, auxílios e avanço de obras. Para Alcides, as decisões de Moraes são desproporcionais, limitaram a campanha de Bolsonaro e beneficiaram Lula, “transformando o Judiciário em um protagonismo político”. “Essa prisão domiciliar de Bolsonaro sem condenação, sem sentença, sem direito à ampla defesa, sem crime é uma aberração jurídica. Uma prisão inconstitucional, imoral e sem respaldo na lei”, disse.
O deputado Sargento Reginauro (União) corroborou com Alcides e definiu como “absurdo, trágico e negro” o tempo em que o Brasil vive. Para ele, é uma ditadura cada dia mais explicita. Já Antônio Henrique (PDT) questionou quantas pessoas foram presas responsáveis pelo golpe aplicado a aposentados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). “De onde está vindo essa restituição? É do bolso dos ladrões ou do bolso do brasileiro?”, indagou.
De Assis Diniz (PT), em seu pronunciamento, afirmou que Bolsonaro sabia que não podia utilizar redes sociais, e se descumpriu, deveria saber que existiria sanção da Justiça. “O problema é que a extrema direita acha que tudo pode, mas existe lei e a conduta penal é para quem não se adéqua à lei”.
O petista destacou também a contradição no discurso de setores da extrema direita que, segundo ele, se dizem defensores da democracia, mas recusam-se a aceitar o devido processo legal. “O ex-presidente será julgado por tentativa de golpe de Estado. A direita falar de democracia nesse momento é hipocrisia”, apontou.
Líder do Governo Elmano na Assembleia, o deputado Guilherme Sampaio (PT) afirmou que a “justiça está sendo feita no Brasil”. “Hoje, o presidiário é o seu presidente, deputado Alcides. E por uma coisa muito grave, atentar contra a democracia. Descumpriu ordens judiciais duas vezes”.
Ainda de acordo com ele, a questão política foi o que motivou Jair Bolsonaro a “provocar propositadamente” o Judiciário, para ver até onde ela iria. “No fim das contas, quem paga as contas é o trabalhador. Eduardo Bolsonaro foi aos Estados Unidos pedir sanções para prejudicar o povo brasileiro. E em breve também será um presidiário”.



