Deputado lamenta mudanças na Lei da Ficha Limpa

Em pronunciamento na Assembleia Legislativa, o deputado Heitor Férrer (União) lamentou a aprovação de mudanças na Lei da Ficha Limpa. O parlamentar destacou que a legislação foi um marco na política brasileira, e as alterações feitas no Congresso Nacional são um retrocesso.

O projeto aprovado no Senado unifica em oito anos o prazo de inelegibilidade para políticos impedidos de se candidatar. Segundo lembrou o parlamentar, atualmente, o político julgado inelegível é impedido de concorrer nas eleições durante oito anos, com prazo contado de diferentes formas, a depender das razões que motivaram a inelegibilidade.

A medida aprovada unifica o prazo para oito anos em todas as situações, o que poderá reduzir o período de inelegibilidade em determinadas situações. “É inimaginável que uma lei que combate a corrupção, diante de um dos países mais corruptos do mundo, que é o Brasil, tenha sido aprovada no Senado, aprovando o abrandamento desta lei”, disse Férrer.

Para o deputado, esse tipo de ação contribui pata a desaprovação da classe política junto à população. “Isso respinga em todos nós. É como se todos nós fizéssemos parte disso. Essa aprovação é um verdadeiro retrocesso”.

Corroborando com Heitor Férrer, o deputado Júlio César Filho (PT) disse que aprovação do projeto no Senado é um retrocesso para o País, visto que tira dispositivos importantes ao combate à corrupção no Brasil. Ele destacou que os senadores Augusta Brito (PT-CE) e Eduardo Girão (Novo-CE) votaram contra a proposta, lembrando que Cid Gomes, quando governador, apoiou proposta de Heitor para aplicar a Lei da Ficha Lima no Ceará.

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