
Em alusão ao Dia da Independência, celebrado no domingo, 7 de setembro, o deputado Acrísio Sena (PT) conclamou os movimentos sociais a fazerem parte das manifestações de rua em defesa da soberania nacional e contra a tentativa de golpe de Estado perpetrada por agentes públicos da gestão Jair Bolsonaro. Segundo ele, diferente do que aconteceu em outros países, a Independência do Brasil não contou com a participação popular, mas foi um acordo entre as elites brasileiras para manter o status quo da monarquia e escravidão.
O petista destacou a necessidade de reafirmar a independência do Brasil para não ser tratado como quintal dos Estados Unidos e convocou manifestação popular neste domingo para defender a soberania nacional e a punição dos atores acusados por tentativa de golpe de Estado.
“É o momento em que os movimentos populares vão às ruas, não é só o desfile militar, mas movimentos como Central Única dos Trabalhadores (CUT), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e outros saem para levar suas reivindicações, porque o Brasil é dos brasileiros, doa a quem doer. Vão com a camisa que quiser”.
Segundo Acrísio, a independência brasileira foi sem a participação popular, diferente de países como México, Argentina, Venezuela, Peru, Bolívia e Chile. Para ele, a emancipação foi resultado de acordo entre as elites da época.
“O Brasil é um dos poucos países em que a sua independência aconteceu sem a participação popular. Foi um grande acordo entre as elites para manter a monarquia, a escravidão, a estrutura agrária e exportadora”, salientou.
Historiador, o deputado lembrou que o Brasil vinha de revoltas populares, como a Conjuração Baiana, a Inconfidência Mineira e a Revolução Pernambucana e que “as elites não queriam ser atropeladas pelos movimentos populares” que cresciam em outros países em defesa de sua autonomia, por isso, teriam optado por um acordo.
O deputado frisou ainda que a realidade brasileira é consequência desses acordos. Em sua avaliação, há a necessidade de abrir debate para fortalecer as instituições e a democracia.
“Para se ter uma ideia, até 1989, os livros de História intitulavam o golpe militar de revolução, tudo de forma enviesada no Brasil, onde os grandes líderes apareciam nos livros de História como bandidos e os grandes bandidos apareciam como heróis. Essa é a realidade que vivemos desde a independência”, pontuou.



