
O deputado Felipe Mota (União) apontou incoerências de alguns políticos sobre pautas de relevância para o País. Segundo ele, há uma certa inversão de valores na condução dos três poderes do Brasil, o que em sua visão está “destruindo” as instituições constituídas.
Em seu pronunciamento, Mota afirmou que o Brasil vive uma polarização baseada em narrativas, ressaltando que parlamentares da esquerda, centro e direita apoiaram a PEC da Blindagem, não cabendo apontar dedo neste ou naquele espectro da política brasileira neste tema. “Nós tivemos deputados do meu partido que votaram a favor, do PT e tantos outros. Que corrijam o erro. Há um jogo de narrativas e de bravuras nas ruas, mas ninguém resolve o que realmente interfere na vida do Brasil”, apontou o parlamentar.
Em sua avaliação, o Governo Federal não consegue executar o orçamento porque a Justiça interfere, além de impactar também o Legislativo. “A inversão de poderes está em todo canto. Não se pode combater isso de forma hipócrita”.
Ele criticou os parlamentares de esquerda por terem se manifestado na rua contra a PEC Blindagem e o PL da Anistia, mas não lutam pelo que, segundo disse, está interferindo na vida do povo, como cobrar uma solução para o “tarifaço do Trump” sobre o Brasil. “No final do ano, por causa do tarifaço, teremos nas contas do estado do Ceará R$ 620 milhões. Os produtores estão preocupados é em ter a garantia de trabalho e em ter o que comer no final do mês”, alertou.
O parlamentar defendeu a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) apresentada pelo deputado Cláudio Pinho (PDT), que visa retirar uma “blindagem” que os parlamentares cearenses tem em casos de ações judiciais. Para Mota, os deputados devem ser investigados igualmente aos demais cidadãos brasileiros. No entanto, afirmou que é importante manter as prerrogativas parlamentares.
“Para que eu possa chegar aqui e denunciar, falar, questionar, criticar e ser criticado, isso eu não abro mão, pois é uma vitória do Legislativo”, defendeu.



