Vereadores criticam paralisação dos professores e apontam interesses de presidente do Sindiute: “ditadora”

A paralisação de três dias dos professores de Fortaleza, contra a Reforma Administrativa, ainda em discussão inicial no Congresso Nacional, tem gerado incômodo entre os vereadores da Câmara Municipal de Fortaleza. Os parlamentares apontam interesse por parte da presidente do sindicato, Ana Cristina, que segundo disseram tem atuado para desgastar o Governo.

Segundo apontaram alguns vereadores, milhares de crianças e adolescentes têm sido prejudicados diante de uma paralisação que pauta uma proposta que não é de autoria da gestão municipal ou estadual, mas que está em tramitação a nível federal. O vereador Adail Júnior (PDT), que tem sido alvo de críticas por parte do sindicato, devido seu posicionamento contra a paralisação, chamou a sindicalista de “ditadora”, afirmando que o comando dela na direção do Sindiute estaria com os dias contados.

“Vamos discutir essa paralisação irresponsável, imoral, inaceitável. Não existe essa de fazer manifestação no objetivo de adquirir algo pensando em seus interesses. O Sindiute está envergonhando grande parte dos professores, por essa paralisação sem necessidade, obrigando os alunos a ficarem em suas residências, obrigando os pais a saírem da sua normalidade, muitas vezes faltando o emprego”, disparou o pedetista.

Ele lembrou que Fortaleza foi a única cidade do Brasil a colocar três dias de paralisação. “Eu fico a imaginar se a presidente tivesse três filhos e dependesse de diária, ela aceitaria quebrar o acordo de um dia de paralisação? A pauta é do Congresso Nacional, e o grito que ela tá puxando não existe. O que o prefeito Evandro tem a ver com a votação dos deputados federais, dos senadores? Ela está obrigando os alunos a perderem as aulas e a alimentação, porque milhares de alunos não têm alimentação. Nem os professores estão de acordo com essa paralisação ditatorial, vergonhosa. Ditadora, sem respeitar, sem querer o bem dos alunos, obrigando 235 mil alunos não terem a alimentação”.

Ainda de acordo com ele, a dirigente sindical “está querendo se credenciar, porque está acabando o reinado dela. Vá catar lata, presidente. Eu nunca votei contra professor, mas também nunca votei contra alunos. É um crime. E essa Câmara Municipal tem que reagir”. Adail rasgou um papel na tribuna simbolizando a nota de repúdio contra ele, e disse que a Casa Legislativa vai votar nota de repúdio contra o sindicato.

O vereador Marcos Paulo afirmou que as crianças é quem estão pagando pela paralisação dos professores. Já Benigno Junior (PSD) destacou que a luta dos professores é legítima, mas a forma tem prejudicado os alunos. A vereadora Estrela Barros (PSD), por sua vez, defendeu a gestão do secretário de Educação Idilvan Alencar.

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