
A federação União Progressista, formada pelos partidos União Brasil e Progressistas, ainda não oficializou quem comandará a legenda no Ceará. Tudo indica que será, pelo menos num primeiro momento, o ex-deputado federal, Capitão Wagner, que faz oposição ao Governo de Elmano de Freitas.
No entanto, a demora para oficializar a direção estadual tem gerado desconforto entre alguns quadros do grupo. O deputado Felipe Mota (União), por exemplo, defende que a sigla esteja alinhada com a centro-direita, contra a gestão de Elmano de Freitas, apontada por ele como de centro-esquerda.
Segundo afirmou, se a federação estiver ao lado dos partidos da chamada centro-direita, ele estará à disposição para atuar em defesa dos nomes que, eventualmente, sejam apontados para a disputa eleitoral do próximo ano. O mesmo não deve ser feito caso o grupo se alinhe com a base governista.
Ele afirmou ainda que defende desde um primeiro momento o nome do pedetista Ciro Gomes (PDT) ao Governo do Estado, destacando que ele teria espaço e apoio para uma eventual disputa pelo União Progressista.
“Eu vou trabalhar pra ele vir ao União Progressista, que é o maior partido do Brasil. Se ele vier, terá mais tempo de TV, fundo partidário para fazer uma campanha bonita e possa assumir o mandato no dia 1° de janeiro de 2027”, pontuou.
Felipe Mota faz parte do grupo de oposição que avalia como positiva uma eventual candidatura de Ciro Gomes ao Governo do Estado em 2016. Apesar dessas manifestações, ainda não há unidade entre os oposicionistas em torno do nome para a disputa ao Abolição.
O senador Eduardo Girão (NOVO), por exemplo, já criticou a proximidade da oposição com Ciro e Roberto Cláudio. Ele, que já se lançou como pré-candidato ao Governo do Estado, apontou os dois quadros como nomes políticos com histórico de alianças com a esquerda.



