
A deputada Dra Silvana (PL) se posicionou sobre a cobrança de seus pares quanto a PEC da Segurança Pública, em tramitação no Congresso Nacional. Segundo ela, os deputados federais, como seu marido, Dr Jaziel (PL-CE), não confiam deixar o comando da pasta nas mãos do presidente Lula.
Ela lembrou frase recente do chefe do Executivo Nacional, onde ele fala que os traficantes são vítimas de usuários de drogas. Silvana iniciou pronunciamento utilizando frase do presidente do TRE-CE, desembargador Raimundo Nonato, de que o Estado legal foi engolido pelo “estado marginal”. A parlamentar chamou o governador do Rio de Janeiro de “o grande Cláudio Castro”, que em sua avaliação resolveu agir.
“O crime tem o território adequado, a base social enraizada na comunidade e o financiamento. E o que o povo precisa ter? Pelo menos um chefe de segurança que tenha coragem de dizer aqui não. E hoje o Rio de Janeiro pode comemorar pelo seu governador”, defendeu.
Dra Silvana afirmou ser defensora de operação das forças nacionais de segurança no Ceará. Ela também se posicionou contra a PEC da Segurança do Governo Federal, visto que em sua avaliação o comando da pasta seria dado ao presidente Lula.
“Onde é que meu marido pode votar numa PEC dessa? Onde uma crente dessa pode admitir que um Governo que se ajoelha diante o crime organizado?”, questionou.
A deputada Dra Silvana defendeu o nome de Mauro Albuquerque, da Administração Penitenciária, para a pasta da Segurança Pública. “O cearense está apavorado. O secretário que apaga pichação de facção tem medo?”, pontuou.
Sargento Reginauro (União) criticou a PEC da Segurança, lembrando que o ministro Lewandovski é co-autor de ação contra a entrada de polícias em comunidades. Ele lembrou que policiais e entidades de classe são contra a Proposta.
Queiroz Filho (PDT) afirmou que em setembro houve 277 mortes no Ceará, um aumento de 14% em relação ao mesmo período de 2024. “Agora vem a turma do Ceará dizer que o certo é a letargia que acontece aqui no Ceará. O que estão fazendo aqui, que eu não vejo?”, disse.
David Vasconcelos (PL) defendeu Cláudio Castro. “Menos Elmano de Freitas e mais governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro”. O governista Júlio César Filho (PT) defendeu ações nas comunidades, mas destacou a necessidade de uma integração do Governo do Estado com o Governo Federal.



