O líder do Governo na Assembleia Guilherme Sampaio (PT) criticou a operação da Polícia no Rio de Janeiro e criticou o uso político do ato por parlamentares de oposição. Ele também defendeu um pacto nacional em defesa do direito da população à paz, através da aprovação da PEC da Segurança Pública.
“Essa operação é uma operação absolutamente desastrosa. Como que alguns, que se dizem de forças de segurança, classificam uma operação como essa, em que morreram quatro policiais militares e civis. É esse o modelo de segurança que querem apresentar nas próximas eleições?”, questionou.
Segundo ele, não é possível se aceitar que vítimas sejam tidas como “efeitos colaterais”, como dito pelo deputado Sargento Reginauro. Ele lembrou que a operação heresia, no Ceará, prendeu mais de 100 pessoas, sem mortes de pessoas.” O que estamos assistindo na tribuna da Assembleia é a espetacularizacao do crime”.
Segundo ele, o deputado Carmelo Neto foi “irresponsável” ao “dar a ideia do crime”, diante da operação no Rio de Janeiro, afirmar que o evento teria desdobramento em Fortaleza. “Unicamente com o objetivo de se projetar eleitoralmente. A Assembleia deveria exigir que o Congresso Nacional crie vergonha na cara e aprove a PEC da Segurança Pública”, defendeu.
“Isso é crueldade, não é solidariedade. O que o Brasil precisa é integração dos poderes. Precisa da sociedade mobilizada para promover a repressão. O Brasil precisa de um pacto”, destacou.
Segundo ele, alguns tentam desqualificar o debate apenas por questões políticas e eleitoreiras. O petista citou a redução da criminalidade no Ceará no ano de 2025, lamentando que parlamentares de oposição tenham enaltecido o que chamou de “fracasso”.
Salmito Filho (PSB) destacou que o Brasil precisa de um pacto para construir um projeto nacional de Segurança Pública. Ele também destacou que a operação heresia não teve um policial morto, enquanto que no Rio de Janeiro contabilizou quatro agentes mortos em conflito com membros de facções.



