Artistas cearenses no centro da 12ª Mostra RetroExpectativa

A Mostra RetroExpectativa chega à sua 12ª edição, trazendo a exibição de mais cinquenta filmes, parte deles inéditos em Fortaleza, e elegendo como questão central “ATOR/ATRIZ/ATROZ”, concedendo assim especial atenção ao trabalho de atuação. Integrando a programação do Férias no Dragão, a edição de 2026 acontece de 22 de janeiro a 04 de fevereiro, ocupando as duas salas do Cinema do Dragão e praça pública, com uma programação que articula exibição de títulos de destaque do ano de 2025 (Retrospectiva), pré-estreias de obras (Expectativa), exibição de clássicos e exibições especiais na faixa Transversal.

Títulos como os nacionais “O Último Azul”, dirigido por Gabriel Mascaro, e “Salomé”, dir. André Antônio, além de destaques internacionais como “Sinners”, dir. Ryan Coogler, e “Sirāt”, dir. Oliver Laxe, compõem a seleção deste ano, que inclui ainda o clássico “JEANNE DIELMAN”, dirigido por Chantal Akerman.

Estruturada em quatro faixas curatoriais, a mostra propõe nesta edição um ponto de partida para concepção da programação: o ator e a atriz cearense, num gesto de sublinhar e reconhecer o trabalho que esses artistas têm feito junto ao cinema cearense e em outras regiões do Brasil.

“A premiada atuação de Rodger Rogério em “Oeste Outra Vez”, a presença marcante de Geane Albuquerque e Robério Diógenes em “O Agente Secreto”, o primoroso trabalho de Fátima Macedo em “Manas” são alguns dos vários exemplos para pensarmos que 2025 foi, sem dúvidas, um ano de destaque para os artistas do Ceará nas telas, mas também nos palcos”, destaca Fabio Rodrigues Filho, coordenador do Cinema do Dragão e curador da Mostra.

Cinema, música e artes cênicas
A partir desse recorte, a 12ª RetroExpectativa amplia o olhar para além do cinema e propõe um diálogo com o teatro e a música. Em sintonia com o Férias no Dragão, a programação incorpora apresentações de artistas que transitam entre diferentes linguagens, com formação e atuação nas artes da cena e presença recorrente no audiovisual, reforçando as conexões entre atuação, performance e música no contexto da produção cultural contemporânea.

Como desdobramento desse encontro curatorial, são propostos cinco dias de apresentações cênicas – do dia 17 ao dia 25 de janeiro, que operam como extensão crítica da mostra de cinema. Os espetáculos recolocam esses artistas em situação de cena ao vivo, não como retorno ou contraponto, mas como ativação simultânea de linguagens dentro do mesmo campo de investigação.

Integram essa programação os espetáculos “Monga”, de Jéssica Teixeira (17, com ingressos já esgotados); “Sandra Müller – uma peça para uma narradora bêbada”, de Noá Bonoba (18); “Medalha de Ouro”, com direção de Andreia Pires e atuação de Larissa Góes e Sol Moufer (23); “Um rompante de búfalo, tromba d’água”, de Amandyra e Tiyê Macau (24); e “Grand Finale”, de David Santos e Abu da Pereba (25).

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