
Após decisão do ministro Alexandre de Moraes, de transferir o ex-presidente Jair Bolsonaro para a “Papudinha”, aliados dele no Ceará foram às redes sociais criticar a medida. Chamou a atenção o pedido feito por, praticamente, todos os bolsonaristas que se posicionaram, que passaram a defender a ida de Bolsonaro para a casa.
Os deputados Dr. Jaziel (PL) e Dra. Silvana (PL), juntamente com a médica Mayra Pinheiro, publicaram, em suas redes sociais, uma vídeo, onde condenam mais essa decisão do ministro do STF. Eles chegaram a citar “inúmeras doenças” que acometem Bolsonaro, além dos sete procedimentos cirúrgicos já realizados nele.
“Nosso presidente foi transferido para a Papudinha, justamente agora em que a gente pede pra ele ir pra casa”, lamentou Dra. Silvana. Dr. Jaziel, por sua vez, afirmou que existem ex-governadores, que foram condenados por crimes contra o erário e agora estão em casa, publicando nas redes sociais momentos de lazer.
“Se estamos sofrendo, imaginaa família do presidente”, lamentou Silvana. Ao término do vídeo, o trio exclama em uníssono que “nem Polícia Federal ou Papudinha, o presidente é para estar em casa”.
Presidente estadual do PL Ceará, o deputado federal André Fernandes afirmou que a decisão do ministro é “tão absurda quanto a condenação. Bolsonaro deveria ir para casa.”
Carmelo Neto (PL), por sua vez, afirmou que um preso, de alcunha “Teta”, detido por tráfico internacional de drogas e apontado como integrante do PCC, conseguiu prisão domiciliar por questões de saúde. “Pra Moraes, isso só não vale para o Bolsonaro. Quanta injustiça”, lamentou.
“Mesmo diante de pedidos de prisão domiciliar por motivos de saúde, Alexandre de Moraes determina que Bolsonaro vá para a Papudinha. Decisão que levanta questionamentos sobre perseguição política”, disse a deputada federal Dayany Bittencourt, do União Brasil.
Já a vereadora Priscila Costa (PL) apontou que Bolsonaro não deveria estar indo pra Papuda, mas para casa.
“Se vai ser melhor que onde ele está atualmente, não sei. Mas a discussão não deveria nem ser essa. Jamais vou normalizar o debate sobre qual prisão é menor pior para uma pessoa inocente”, disse.



