
Não foi recebida com entusiasmo por membros do PSOL no Ceará, a ideia de uma federação entre a legenda socialista e o Partido dos Trabalhadores (PT) para a disputa eleitoral deste ano. O deputado Renato Roseno e os vereadores Gabriel Aguiar e Adriana Gerônimo se posicionaram contra a intenção, destacando que existem muitas discordâncias entre a forma de governar do PT com o que é defendido pelo PSOL.
Em pronunciamento na tribuna da Assembleia Legislativa, na manhã desta terça-feira (03), Roseno, porém, destacou a necessidade de o partido atingir a chamada cláusula de barreira para continuar existindo, tendo direito a recursos do fundo partidário. Atualmente, a agremiações forma federação com a Rede Sustentabilidade.
O parlamentar explicou que, com a reforma eleitoral, surgiu o modelo de agrupamento partidário, federações partidárias, que unem duas ou mais legendas com afinidade semelhante atuando como uma só. A federação tem abrangência nacional. “Atualmente, o Psol e a Rede formam uma federação, e existe um debate sobre uma eventual formação de federação entre Psol e PT, porém, apesar de lutarmos juntos, não somos extensão do PT”, assinalou.
Renato Roseno apontou que o Psol nasceu como uma alternativa de esquerda programática que se renova e afirma independência de classe. “Unidos aos movimentos populares, classe trabalhadora, sempre nos orgulhamos de termos estado do lado certo da história. Nos colocamos contra o golpe e contra o avanço da extrema direita ao lado do PT, mas isso não significa que os partidos são iguais”, disse.
O deputado salientou ainda que os partidos se respeitam, lutam juntos, mas devem seguir em federações separadas. “É excelente para o debate programático que exista a multiplicidade de partidos, a autonomia e a crítica quando necessária. Assim que viemos fazendo nos últimos anos e assim deve permanecer”, afirmou



