
Liderança petista na Assembleia Legislativa, o deputado De Assis Diniz (PT) aproveitou a proximidade do Dia do Trabalhador, comemorado neste dia 1° de maio, para enaltecer as lutas da classe trabalhadora. No entanto, durante suas falas, o parlamentar destacou as dificuldades da gestão do Governo Lula em imprimir sua marca na gestão.
Segundo ele, apesar de ter eleito Lula presidente em 2022, a esquerda não está no poder central. Ele também fez convite para evento que será realizado nesta quinta-feira na Praça Portugal, em Fortaleza.
“Se a esquerda está no Governo, não está no Poder. Tem uma distância muito grande para que o poder esteja sob o controle e sobre a relação de defesa da classe trabalhadora. Os grandes grupos econômicos se organizam para ter a fatia do bolo e fortalecer suas eestrutura. A classe trabalhadora não pode se limitar às pautas salariais”, afirmou.
Segundo ele, “o encontro vai celebrar as conquistas de pautas históricas e fazer novas reivindicações aos trabalhadores, como a redução da jornada de trabalho sem redução de salário e a defesa da democracia, com justiça e sem anistia”.
“A nossa opção é a democracia, por uma sociedade livre e justa, o caminho que devemos trilhar é para fortalecer o Estado, a construção do Estado com as bases da democracia, como as relações de freios e contrapesos. Que elas permaneçam em nosso cotidiano”, informou.
De Assis Diniz ressaltou que a função de um Governo é garantir os direitos à cidadania, o que não ocorreu na gestão federal anterior, do ex-presidente Jair Bolsonaro. “É importante que compreendamos que no governo Bolsonaro nós tínhamos um Estado quebrado com a 4ª maior inflação do mundo. Os investimentos na Farmácia Popular foram retirados, 40% do orçamento oncológico foi retirado e o aumento do salário mínimo foi de apenas R$ 6”.
O petista destacou que a solenidade fará uma homenagem aos trabalhadores ao longo da história. “É no dia 1º de maio que nós vamos homenagear as centenas de trabalhadores reprimidos, dezenas foram assassinados. Vamos lembrar da história de crianças que trabalhavam na linha de frente das linhas de produção e ainda dizer o papel histórico das reivindicações das leis e a garantia de acessibilidade com as leis que garantam e tragam cidadania e dignidade às pessoas”.



