
Presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia e Ensino Superior da Assembleia Legislativa, o deputado Cláudio Pinho (PDT) acusou os membros do colegiado de se ausentarem de reunião, mesmo após confirmação, para evitar debate sobre a situação de concursados da Universidade Estadual do Ceará (UECE). Segundo ele, apesar do discurso de valorização do Poder Legislativo, parlamentares evitam o debate.
Segundo a acusação feita na tribuna do Plenário 13 de Maio, a comissão convocou reunião para a terça-feira passada, mas os membros do grupo não compareceram ou recebiam telefonemas para se ausentar. “Os nobres parlamentares fizeram questão de não comparecer. Quando chegava um, vinha um telefone, ‘sai’. Quando entrava outro pela plataforma, dizia ‘sai’. Esta é uma realidade daqueles que dizem que querem a valorização do Poder Legislativo”, disparou.
De acordo com ele, não se pode valorizar o Poder Legislativo quando seus membros são ausentes no debate, ou quando as galerias do Plenário 13 de Maio são fechadas, impedindo o acesso da população. “É isso o que queremos para nosso Legislativo? Quando tem momento da discussão, se ausentam, não querem discutir em audiências públicas”.
Pinho disse que não estava “dando carão” em colega, mas tratando sobre a valorização do Poder Legislativo, “que se transformou em anexo da Secretaria do Governo. Lá tem a Casa Civil, e aqui é a Secretaria de Governo”. Na condição de presidente do colegiado, ele se sentiu desprestigiado pelos seus pares.
“É dessa forma que esta Casa está se comportando, não aprovando audiências para discutir a transferência do Hospital José Martiniano. A Casa dos debates se ausenta dos debates quando não é conveniente. Para a população não ter o assunto em pauta, para não poder discutir e relatar para o povo. Ou seja, mostrando o outro lado do Ceará. Preferem continuar batendo na mesma tecla”.
Ele ainda ironizou a propaganda oficial do Governo do Estado quanto aos direitos essenciais dos cidadãos cearenses. “Aqui não precisa de professor, não tem assalto, não tem marginalidade, não tem crime. Não precisa de ninguém para se operar. Estamos indo buscar nos outros estados. Essa é uma realidade ideal, mas na propaganda oficial do Governo só falta dizer isso”.
Residência
O parlamentar também levou um pouco da pauta discutida com Dr. Cabeto na quarta-feira passada, quando o médico apresentou alguns dados para os membros da oposição. Segundo ele, o Hospital Universitário do Ceará estaria funcionando sem residência médica. Também apontou que o custo por erros em diagnóstico médico chegou a R$ 57 bilhões, número esse repassado por Cabeto.
“Esse dinheiro,se tivesse sido investido em diagnóstico correto, teria salvado vidas. Na Segurança, tivemos o Ronda do Quarteirão, a interiorização do RAIO, e hoje, o que temos? Precisamos revere o planejamento do Estado. A oposição é a voz daqueles que não podem falar”.



