
Principal representante das pautas conservadoras na Assembleia Legislativa do Ceará, a deputada Dra. Silvana, líder do Partido Liberal (PL) na Casa, se orgulha de dizer ser uma das parlamentares mais presentes e ativas no Plenário 13 de Maio do Legislativo cearense. No entanto, depois de anos enfrentando sintomas cada vez mais frequentes, a parlamentar teve que se ausentar do trabalho por 120 dias, para intensificar o tratamento de saúde, buscando amenizar as dores que sente por conta da síndrome.
Devido ao pedido de licença, em seu lugar assumiu o suplente Pedro Matos, que foi candidato pelo PL, mas atualmente está filiado ao PL. Diferente de Silvana, que tem uma atuação mais combativa, Matos tende a apresentar um perfil mais moderado, ainda que tenha confirmado que estará batalhando nas trincheiras da bancada de oposição.
Já Dra. Silvana, seguirá com o tratamento médico e continuará participando de algumas atividades do mandato parlamentar, como o Café da Manhã da oposição, realizado toda terça-feira da semana. Ela esteve no mais recente, com o ex-vice-prefeito Gaudêncio Lucena, e confirmou que, mesmo de licença, estará nas próximas atividades da bancada.
Na quarta-feira (25), Silvana Oliveira foi protagonista do I Seminário Estadual de Fibromialgia, realizado na sede do Poder Legislativo Estadual. No evento, profissionais da área médica e estudiosos se debruçaram sobre o tema, seus desafios e descobertas que possam amenizar a situação da população que sofre com a doença. Também estiveram presentes os deputados Antônio Henrique (PDT), Sargento Reginauro (União), Lucinildo Frota (PDT), o vereador Jorge Pinheiro (PSDB) e os ex-deputados Tomaz Holanda (Cidadania) e Rachel Marques (PT).
“Eu tenho a doença há muitos e muitos anos. Infelizmente a doença travou comigo uma queda de braços mais forte que me fez querer respeitar os limites do meu corpo”, afirmou a parlamentar. Em consulta com reumatologista ela teve que mudar a estratégia de tratamento e foi aconselhada a mudar hábitos com prioridade para mudar a crise atual.
PCD
“Vou continuar ativa no foco do mandato agora dando a visibilidade que a doença pede pela sua importância em hostilizar tantas pacientes. Será curto o período, mas desejo aproveitar para fazer o meu melhor servindo de exemplo em vencer a doença. Não é doença curável mas também não pode ser uma doença que vença minha fé e determinação”, afirmou.
Durante participação no evento, a deputada leu um texto que escreveu para uma tia, que segundo ela passou pela mesma situação, mas morreu sem diagnóstico. “Eu desejo ser uma inspiração para a fibromialgia provando que de fato a doença precisa ser reconhecida como PCD”, defendeu.



