
A Assembleia Legislativa do Ceará aprovou, na tarde desta terça-feira (05), um manifesto em defesa do emprego e da economia do Estado. No entanto, chamou a atenção durante o debate, as críticas feitas pela oposição ao documento, o que gerou repressão por parte dos governistas, que chamaram os críticos, alguns do PDT, de “novo bolsonarismo.
A matéria foi aprovada com 31 votos favoráveis e nenhum contrário. No entanto, os opositores não registraram voto. Durante toda a discussão da proposta, de autoria do presidente da Casa, Romeu Aldigueri (PSB), os opositores reclamaram do manifesto, questionando, inclusive, que efeito prático teria. Presidente da sessão, Danniel Oliveira (MDB) teve que explicar diversas vezes as reais intenções da matéria.
“Esse requerimento está sendo endereçado a quem? Quem é a pessoa a quem está sendo endereçada”, questionou o deputado Antônio Henrique (PDT). Segundo o presidente da sessão, Danniel Oliveira, o manifesto é uma posição da Assembleia em defesa do emprego dos cearenses diante o tarifaço do presidente Trump contra o Brasil. “Isso é um manifesto em defesa dos empregos cearenses e da economia do povo cearense”.
Claudio Pinho (PDT), por sua vez, questionou o fato de o recrutamento da presidência ter sido colocado no telão do Plenário 13 de Maio, o que é proibido segundo o Regimento Interno da Casa. Danniel afirmou que levará o tema à reunião do Colégio de Líderes para saber como se dará daqui para frente. Ele ainda afirmou não ser proibido a apresentação do documento no telão. “Ninguém aqui pode colocar requerimento no telão”, retrucou Pinho.
Queiroz Filho (PDT) chamou de “cartinha” o manifesto da Assembleia Legislativa. “Acho que estão querendo transformar isso em questão política. Vamos aqui fazendo carta, dizendo que somos a favor. Eu quero saber em termos práticos, o que isso vai influenciar”, pontuou.
Em resposta, o deputado De Assis Diniz (PT) chamou de “deplorável” as falas de Queiroz, e chamou o parlamentar de membro do “novo bolsonarismo”. “Essa é a expressão real do novo bolsonarismo, que ao longo dos anos defendeu a luta da classe trabalhadora. É deplorável e lamentável”.
Guilherme Sampaio (PT), por sua vez, disse que a manifestação da Assembleia é importante visto a relevância do tema. “O prejuízo incalculável causado pela tenativa de interferência na nossa soberania a partir do presidente de um país imperialista. Tenta interferir no Judiciário e prejudica a economia do Brasil, compromete milhares de empregos. Se isso não for causa justa para que essa Assembleia se manifeste, eu não sei mais o que é”.



