“O PL sozinho não vai conseguir a virada de jogo”, afirma líder do União Brasil

Diante do posicionamento do deputado federal André Fernandes (PL), de candidatura própria do Partido Liberal no Ceará em 2026, o líder do União Brasil na Assembleia Legislativa, Sargento Reginauro, reagiu afirmando que o momento é de “maturidade política” e de colocar as divergências de lado. De acordo com ele, “o PL sozinho não vai conseguir a virada de jogo” para vencer o pleito do próximo ano.

Atualmente, a oposição já apresentou dois nomes como pré-candidatos, Roberto Cláudio (sem partido) e Eduardo Girão (NOVO), além de sinalizar interesse em trabalhar uma candidatura de Ciro Gomes (PDT), possivelmente pelo PSDB. Segundo Reginauro, se faz cada vez mais importante que a união entre esses partidos de oposição não pode se fragilizar.

“O que aconteceu com a prisão do Bolsonaro é um recado claro para o país. Estamos vivendo uma ditadura, onde pessoas estão sendo proibidas de falarem nas redes sociais. O PL,os dissidentes do PDT e o União Brasil continuarão unidos”, defendeu. “Hoje o povo cearense não quer que esse grupo se separe. Tudo o que se fala é que a gente precisa estar junto para derrotar o PT. E vamos fazer isso”.

Na avaliação de Reginauro, a prisão de Jair Bolsonaro reforça a necessidade de união do grupo oposicionista no Ceará. “Precisamos garantir a vitória, com maioria no Senado. O ministro Alexandre de Moraes já deveria ter o pedido de impeachment ao menos discutido. Um único ministro desequilibrou completamente a harmonia entre os poderes. O que fica demais claro é que a gente precisa se unir”.

“O PL sozinho não vai conseguir a virada de jogo em cenário nacional. O momento é de maturidade política, colocar as divergencias de lado. A gente vai precisar estar junto, unir todas as forças necessárias. Também existe divergência no campo da esquerda e eles permenceram unidos. No momento eleitoral, eles se mantêm unidos. E nós precisamos aprender isso para combater esse grupo político que está no poder”, apontou o opositor.

Oposição

Ainda de acordo com ele, as divergências internas são naturais e o André Fernandes, como próximo presidente do PL Ceará tem legitimidade de falar em nome do partido dele. No entanto, ele ressalta que o nome da oposição será discutido com as bancadas federais de cada partido, assim como com suas respectivas presidências.

“Uma candidatura do PL para presidente exigirá palanque em todo o País. Temos um ano para isso,e o momento de tensão que o PL está vivendo acaba levando a situações emotivas. O grande líder do PL está preso, e é natural o posicionamento do deputado André”, disse.

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