PSOL do Ceará trabalha para eleger dois deputados estaduais e o primeiro federal do Nordeste

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), em 20 anos de existência, nunca conseguiu eleger um deputado federal de estados do Nordeste brasileiro. A agremiação vai trabalhar, no próximo ano, com foco no nome do deputado Renato Roseno para uma das 22 vagas da Bancada Cearense na Câmara dos Deputados. Para a Assembleia Legislativa, a intenção é duplicar o número de cadeiras na Casa.

O vereador Gabriel Aguiar (PSOL) afirmou que existe um diálogo interno no partido buscando construir uma chapa com potencial de disputa para o ano que vem, com foco na eleição proporcional. Aguiar já foi candidato a deputado federal, e no pleito do ano passado, em Fortaleza, atingiu mais de 30 mil votos para a Câmara Municipal, ficando na segunda colocação entre os parlamentares mais votados.

“Isso nos coloca no patamar de ousar uma vaga de deputado estadual”, disse ele, afirmando que tem mantido diálogo com a também vereadora do PSOL Adriana Gerônimo, que também pretende disputar uma das 46 vagas no Legislativo Estadual. Além dela, outros nomes do partido socialista que devem tentar um dos assentos são Ailton Lopes, Ana Karina, Léo Suricate e Maya Elise.

Todos os quadros do PSOL do Ceará trabalharão, porém, para fortalecer uma candidatura do atual deputado estadual Renato Roseno para deputado federal. Segundo Gabriel Aguiar, caso seja eleito, Renato Roseno será o primeiro deputado federal da agremiação em todo o Nordeste.

“Em todos esses anos, o PSOL nunca conseguiu eleger um deputado federal. E o Roseno é o nome abraçado pela cidade, pelo Estado, com décadas de trabalho em defesa dos Direitos Humanos e do Meio Ambiente”, disse o vereador.

Quociente

Sobre as duas vagas na Assembleia Legislativa, Gabriel Aguiar acredita que as candidaturas que devem ser colocadas conseguirão atingir o quociente eleitoral para duas vagas, visando duplicar o número de cadeiras da sigla na Casa. Caso isso aconteça, as duas vagas na Câmara de Fortaleza passariam para Ailton Lopes e Ana Karina, que são os suplentes da legenda.

“Até o momento temos um deputado estadual. Chegou a hora de mudar isso. Podemos eleger um federal e pelo menos dois estaduais pelo tamanho das candidaturas que colocamos. Aí poderemos bater o quociente eleitoral e duplicar na Assembleia. Caso eu e a Adriana sejamos eleitos, abre-se espaço para outras figuras do partido”, destacou.

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