Salmito aponta que maior legado de Bolsonaro ao Brasil foi o “golpismo”

O deputado Salmito Filho (PSB) se posicionou, na manhã desta quarta-feira (10), sobre o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados na trama golpista. O parlamentar corroborou com editorial do jornal O Estado de São Paulo, que apontou o “golpismo” como o maior legado deixado por Bolsonaro para o Brasil.

Para o pessebista, “Bolsonaro não vale uma missa”. Ele ressaltou que o ex-presidente, antes de vencer a eleição presidencial em 2018, era um deputado federal do “baixíssimo clero”, que administrava os negócios da família e não tinha experiência no Poder Executivo. “Nenhum cacoete democrático e era incapaz de articular qualquer pensamento coerente para conduzir o Brasil”.

“O resultado disso foi um governo desastroso, irresponsável durante a pandemia e que não entregou quase nada do que prometeu, notabilizando-se apenas pelas crises institucionais que criou. De quebra, ressuscitou Lula da Silva”, apontou Salmito Filho na tribuna do Plenário 13 de Maio.

“Definitivamente, Bolsonaro não vale essa missa. Mas, ao que consta, ganhou impulso a aprovação de uma anistia ao ex-presidente e cresce no Congresso a ameaça de emparedar ministros do Supremo Tribunal Federal. Ou seja, pretende-se perdoar um golpista declarado, que nada de bom fez para o País, e punir os magistrados que, malgrado seus abusos e erros, fizeram seu trabalho em defesa da democracia”, afirmou ele ao corroborar com o a afirmação de que o ex-presidente deixou um legado de golpismo para o Brasil.

Ele destacou ainda que nenhum dos envolvidos em livrar Bolsonaro da prisão e constranger o Supremo Tribunal Federal tem interesse em preservar a democracia. “O que eles querem é conservar o potencial eleitoral que a marca Bolsonaro representa e, de quebra, impedir que o Supremo complique a vida dos muitos parlamentares que se lambuzam de emendas do Orçamento sem prestar contas a ninguém”, afirmou Salmito Filho.

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