
A deputada federal Luizianne Lins (PT-CE) segue detida sob os cuidados do Governo de Israel após ter se recusado a assinar documento da chamada deportação acelerada. Apesar de não ter concordado com a medida, a parlamentar será deportada para o Brasil.
De acordo com a assessoria de imprensa da petista, assinar o documento significaria reconhecer formalmente”uma culpa inexistente, assumindo responsabilidade por um ato que não ocorreu”, disse. Segundo explicação da assessoria, a interceptação da flotilha deu-se em águas internacionais, durante uma missão de caráter humanitário, quando ativistas se dirigiam à Faixa de Gaza com água e mantimentos.
“A decisão da deputada foi guiada, sobretudo, pela solidariedade aos brasileiros e brasileiras que também recusaram o documento”, diz a nota. Incomunicável desde a detenção, as informações sobre Luizianne Lins têm sido transmitidas pela assessoria de imprensa através do que é repassado pelo departamento jurídico da parlamentar.
A deputada federal cearense iintegrva a delegação brasileira da flotilha humanitária Global Sumud Flotilla, que foi interceptada por forças israelenses em águas internacionais enquanto transportava alimentos e medicamentos para a Faixa de Gaza. Ainda que tenha se recusado a assinar o documento para a deportação acelerada , a parlamentar será ser deportada nos próximos dias, por meio do processo de deportação.
Deputada federal em terceiro mandato, Luizianne Lins é liderança petista no Ceará. Foi prefeita de Fortaleza durante dois mandatos, de janeiro de 2005 a dezembro de 2012, quando tentou emplacar Elmano de Freitas como sucessor e foi derrotada pelo então candidato Roberto Cláudio. Ela ainda tentou voltar à Prefeitura em 2016 e 2020, mas sem sucesso.



