Dra Silvana fala sobre luta contra a fibromialgia e desafios para pessoas afetadas pela doença

Audiência foi realizada na sede da Câmara Municipal de Fortaleza. Foto: Reprodução/Instagram

A deputada Dra. Silvana (PL) participou do primeiro seminário municipal de Fibromialgia em Fortaleza, na noite de terça-feira (07), na Câmara Municipal. A parlamentar compartilhou sua experiência pessoal com a fibromialgia, destacando o preconceito histórico em torno da doença.

“Por muitos anos me envergonhei do meu diagnóstico. Os reumatologistas do passado diziam que a fibromialgia era a doença da mulher mal amada, da mulher queixosa, da mulher mal compreendida”, disse.

Dra. Silvana enfatizou a importância de reconhecer o sofrimento e a humilhação causados pela forma como a fibromialgia era vista no passado. A parlamentar vem levantando a bandeira para reconhecimento das pessoas afetadas pela doença.

Ela celebrou os avanços nas políticas públicas e o reconhecimento dos direitos dos pacientes com fibromialgia. “Hoje, finalmente, a gente vê políticas públicas, conquistas reais para os pacientes com fibromialgia”.

A fibromialgia é caracterizada por uma dor musculoesquelética crônica, acompanhada de fadiga e, a depender do caso, distúrbios do sono e dificuldades cognitivas. A demora no diagnóstico de dores crônicas leva muitos pacientes ao uso excessivo de medicamentos analgésicos, com riscos graves à saúde. Por ser uma condição complexa, multifacetada, a fibromialgia não afeta só o corpo, mas também o estado emocional e mental dos pacientes, podendo desencadear quadros de ansiedade e depressão.

Saiba Mais:

A partir de janeiro de 2026, a fibromialgia será oficialmente considerada deficiência no Brasil, conforme a Lei nº 15.176/2025, sancionada em julho. A nova legislação, embora não garanta acesso automático a direitos e benefícios reservados às pessoas com deficiência (PcD), abre a possibilidade de equiparação, a depender da seriedade do quadro, impactando a vida de milhões de brasileiros.

A Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) estima que cerca de 3% da população do país convive com a fibromialgia, totalizando aproximadamente 6 milhões de pessoas afetadas, sendo a maioria (70% a 90% dos casos) mulheres.

Mesa

A mesa foi composta pelo vereador Jorge Pinheiro (PSDB); Nádia Dakillor, presidente da Fibro Ceará, Luciana Sabino, presidente da Fibrofor; deputada Estadual Dra. Silvana (PL); José Cordeiro de Abreu Júnior, vereador de Maranguape; Raquel Pessoa, médica geriatra; Silvana Costa Castelo Branco, psicóloga

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