Oposição faz paralelo entre violência no Rio de Janeiro e no Ceará

Diante da operação que resultou na morte de dezenas de pessoas no Rio de Janeiro, a oposição fez um paralelo entre o que aconteceu no Estado do Sudeste com a violência no Ceará. Os opositores criticaram a gestão da Segurança Pública pelo Governo Elmano de Freitas e falas recentes do presidente Lula sobre traficantes e usuários de drogas.

“Essa problemática que acontece no Rio de Janeiro mostra que parece que o Estado que está desorganizado, muitas vezes das próprias leis. A polícia se sente inoperante, porque prende num dia e no outro o meliante é solto. Essa sensação de impunidade torna cada vez mais forte na sociedade”, apontou Pinho.

Segundo ele, não se terá paz sem o confronto e mortes de pessoas, como ocorreu no Rio de Janeiro. Ele apontou, porém, que o Ceará registrou 18 homicídios em um único dia, conforme noticiário local. “Está morrendo gente todo dia, como se fosse uma guerra. Está na casa do sem jeito? Vamos nos tornar reféns do crime organizado?”, questionou.

Ele também ironizou recente fala do presidente Lula, que apontou os usuários de drogas como culpados pelo tráfico no país. “Será que foram os viciados que mataram os 18 no Estado do Ceará? A Segurança Pública é dever do Estado, direito e responsabilidade de todos”, apontou o parlamentar ao ler artigo da Constituição.

“Está todo mundo apavorado, e ainda querem proibir ações das polícias, em nome dos Direitos Humanos. Direitos Humanos são para humanos direitos”, pontuou.

“A violência no Estado do Ceará está igual ou pior do que no Rio de Janeiro”, criticou Cláudio Pinho. Presidindo a sessão ordinária, o deputado Danniel Oliveira (MDB) lamentou a morte de quatro policiais no confronto no Rio de Janeiro. Já a deputada Larissa Gaspar (PT) solicitou um minuto de silêncio pela morte dos agentes de segurança.

Sargento Reginauro (União) corroborou com o colega, criticando posicionamentos de teóricos da esquerda, que segundo ele, teriam classificado a operação no Rio de Janeiro como desastrosa. “É um quadro de guerra, efeitos colaterais acontecem. Só um dos criminosos responde por cem homicídios. Alguém foi fazer discurso contra o terror infringido por esses criminosos contra a sociedade? Nenhum. Mas caiu um bandido, logo procuram condenar a polícia. Por isso que estamos desse jeito”, reclamou.

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