Claudio Pinho propõe a CPI da expulsão das famílias

A expulsão de famílias por parte de membros de facções criminosas virou tema de debate na Assembleia Legislativa, que tem trazido corriqueiramente a situação da violência no Ceará à tribuna da Casa. Na plenária desta terça-feira (04), o deputado Cláudio Pinho (PDT) propôs a realização de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a situação.

De acordo com dados apresentados pela Secretaria de Segurança, mais de 200 famílias já foram expulsas de suas casas, em diversos bairros de Fortaleza e em cidades, como Maranguape, Maracanaú, Caucaia e Cascavel. O problema tem chamado atenção, inclusive, da mídia nacional e de políticos de outros estados.

Autor da CPI do Crime Organizado no Congresso Nacional, o senador Alessandro Vieira chegou a citar os casos de Rio de Janeiro, Bahia e Ceará como necessários de uma maior atenção no inquérito, instalado nesta terça-feira, no Senado Federal.

O deputado Cláudio Pinho (PDT) defendeu a necessidade de reforçar políticas de segurança pública no Estado e defendeu a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar casos de expulsão de famílias no Ceará. Ele apresentou requerimento para a criação de uma CPI para investigar as causas e circunstâncias de coerção e desalojamento sofridos por famílias cearenses, obrigadas a deixar suas residências, sejam elas particulares ou obtidas através de programas habitacionais.

“Já tivemos 219 ocorrências de famílias expulsas de suas casas por conta do crime. Querem sugestão e participação da oposição? Pois peço apoio a essa matéria”, pontuou. Também é dele uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que reduz o alcance da imunidade parlamentar. “A chamada PEC da Blindagem, que amplia a proteção parlamentar e foi aprovada na Câmara dos Deputados, foi bastante criticada. Pois estou propondo a PEC da Desblindagem e não querem assinar”, disse.

Durante o pronunciamento, o deputado salientou o volume de projetos de sua autoria apresentados na Casa, mas ainda não apreciados. “São 79 projetos de lei e 72 projetos de indicação que não foram apreciados. Diferente das mensagens do Governo que chegam de manhã e à tarde e estão aprovadas, nossos projetos não avançam e isso desvaloriza o Poder Legislativo”, explicou.

O deputado Antônio Henrique (PDT) lamentou a falta de celeridade na apreciação das propostas da oposição. Já a deputada Dra. Silvana (PL) parabenizou o político e ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, por sua filiação ao partido União Brasil.

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